O Caminho no ar!

O curta “O Caminho” está disponível no Vimeo!

Duas pessoas com problemas se encontram em uma rodoviária vazia.

Bruno Ribeiro: Produção, Roteiro e Direção
Lincoln Ferdinand: Assistente de Direção e Diretor de Fotografia
Danyllo Almeida: Produção
Suélio Queiroz: Produção
Glauco Machado: Diretor de Fotografia
Vanir dos Santos: Produtor Executivo
Marcelo Cardins: Stand in e Claquetista

Música “Caminhos” por Levi In the Mood

Canção Original: Pain do True and Hate

Atores: Joana Marques e Diego Aires

Fotos por Kalina Aires: flickr.com/photos/_o_caminho_/

O Caminho Teaser

Problemas na pós-produção são normais, principalmente em produções 100% independentes. O nosso curta-metragem não foi exceção. Seja como for, o trabalho está valendo a pena, e a equipe trabalhando comigo nessa longa empreitada é uma galera que não tem medo de trabalhar.

Seja como for, já temos algumas novidades. Abaixo, segue o teaser-trailer do curta O Caminho. Espero que vocês gostem.

Vimeo:

You Tube:

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Fotos da gravação da música tema do filme O Caminho:

A gravação foi realizada na Hold Studio, inclusive quero agradecer a Zárak e Gelásio pelo apoio.

O site do estúdio é: www.holdstudio.com.br/hold2011

Inclusive, convido vocês para o evento que eles estão fazendo, é o Garagem Hold, que incentiva bandas locais. Neste Domingo, 2 de Outubro, o evento irá ocorrer. Será no Planet Hall, ás 16:00hs. No site tem mais informações, vamos todos prestigiar o bom e velho rock.

Foto da equipe do filme O Caminho.

Para quem pegou o bonde andando, vejam como tudo começou: O Início

 

Depoimento #4

Segue o depoimento de Levi Inthemood. Ele deu uma ajuda e tanto no filme, em determinado dia, foi até o Claquetísta do curta. Mas sua função principal foi a de compositor da música Caminhos. Obrigado pelas palavras Levi, agradeço. Segue o seu depoimento:

“Poucos privilegiados têm a oportunidade de estar presente no momento onde a história começa. Menos ainda são os que continuam no processo até que se esteja plenamente realizado. Aos 41 anos de idade fui agraciado com esta oportunidade. Desde o primeiro momento em que li o roteiro de O Caminho pude percebe que diante dos meus olhos estava um a história diferentes de outras tantas que já havia lido, que merecia, vou além, que precisava ser transformada em imagens. Veio então a primeira dúvida, perdoem a sinceridade, mas pensei comigo: será que os envolvidos serão competentes o suficiente para transpor um conto tão carregado de emoção e verdade para a tela. Para minha surpresa vi que era possível.

Os artífices que iriam dar forma a matéria bruta estavam mais do que preparados, estavam apaixonados, totalmente entregues ao projeto. Não restavam mais dívidas, a obra estava destinada a ser algo pra se ter na memória, pra ser o estopim de outros trabalhos sérios e de qualidade. O Caminho, em minha opinião é exatamente isso, o exercício da paixão pelo cinema, sentimento esse que podia se sentir no ar no momento em que chegávamos aos ensaios, que foram árduos, longos, mas necessários para que os atores pudessem verdadeiramente ser transformados nos personagens. E foi exatamente isso que aconteceu, Joana e Diego deixaram de ser eles mesmos por vários dias até chegarem a total entrega. Não foi fácil, mas tenho certeza de que se orgulham do resultado.

Essa entrega não se restringiu somente aos atores, como disse anteriormente, todos deram a sua cota de sacrifício, sendo conduzidos por Bruno, que foi de um equilíbrio impressionante, sendo suave quando preciso e rígido quando necessário. Sua atenção à todos os detalhes me parecia sempre como se fosse a de um pai amoroso que observa o filho, que o protege e que está disposto a todos os sacrifícios em nome do seu desenvolvimento. E creio, e crer é a palavra mais correta, pois já não há dúvidas, de que o resultado desse sacrifício irá emocionar e envolver a todos que tiverem a oportunidade em assistir ao filme. Portanto não percam.

Quanto a mim, me sinto como um padrinho, que entrou meio que sem ser convidado e que, felizmente, foi aceito (muito grato). O meu presente para o filme foi a letra da trilha sonora. Fico muito feliz de o presente ter sido aceito. Na verdade, quem recebeu o presente fui eu mesmo. Tenho orgulho de ter contribuído de alguma forma. Valeram todas as noites e madrugadas na companhia dessa galera tão apaixonada e apaixonante. Perdoem se não cito o nome de todos, mas eles sabem quem são. Sintam-se todos parabenizados.

Por fim, torço para que este seja o primeiro de muitos projetos e desde já me coloco a disposição para arregaçar as mangas para uma nova aventura como essa e que não demore muito.

Viva o cinema independente paraibano, viva o talento dos paraibanos, e viva os frutos desse talento todo. Que o vento continue soprando, e que se multipliquem nas telas e que estejam sempre repletas de novas obras.”

Segue a música principal do filme:

Trilhando

O filme sairá em Outubro. Vão acompanhando que daqui pra frente terá mais informações sobre local de lançamento e afins.

Estávamos em busca de alguns equipamentos necessários para editar o filme. (Equipamentos de PC, como placas de vídeos) Pois, o filme foi filmado em HD, os computadores que nós temos acesso não estavam dando muito certo neste processo de montagem. Mas já está dando tudo certo agora, continuamos com o processo da pós-produção, firme e forte.

Para quem não leu, o ínicio do projeto: https://ocaminhofilme.wordpress.com/2011/08/03/um-caminho-concebido-atraves-de-suor-cafe-e-cigarro/

Outros depoimentos viram. O trailer do curta também será mostrado por aqui, enfim, agradeço à força que todos estão dando para o projeto. Nem sei como agradecer. Aguardem, e vamos em frente.

Para quem não ouviu, a música que Levi IntheMood fez para o filme:

Depoimento 3#

Segue agora o depoimento da figura que conseguiu dar vida ao personagem masculino que idealizei para o curta: O ator Diego Aires.

“Tudo começou pra mim quando fui convidado por Lincoln para assumir o papel do protagonista idealizado por Bruno. Soube pelo mesmo Lincoln que o meu perfil se encaixava no arquétipo do personagem, que de algum modo eu me coadunava tanto às características elementares da estrutura psicológica quanto aos aspectos físicos básicos do mesmo. Desde que voltei da Inglaterra, onde tive a honra de estudar artes cênicas por nove meses, dos 18 que lá vivi enquanto intercambista, esperava em boa ansiedade pela oportunidade de colocar em prática um pouco das técnicas de atuação por mim assimiladas, de realizar enfim meu sonho de atuar efetivamente, sob a pressão sadia de uma produção profissional.

Após aceitar prontamente a proposta oportuna, propus-me, em meio ao caótico processo de minha monografia, a, colocando esta parcialmente de lado por um tempo, entregar-me no máximo de minhas forças à dinâmica de construção e lapidação do personagem, de modo que a partir de minha contribuição individual, em plena conformidade com o trabalho da ‘ainda não conhecida atriz’ e dos demais membros da equipe, pudesse o enredo ganhar corpo e brotar-se em sua plenitude. Desde então, foram alguns dias de leitura meticulosa do script, de início das anotações básicas provindas da relação entre as tais características psicológicas da personagem e o estudo analítico acerca de suas mensagens no diálogo, que desembocaria no aprofundamento de tais elementos de personalidade, a dar-lhe uma autêntica unidade biográfica.

Ao conhecer a encantável Joana, companheira de cena e futura amiga, começamos o trabalho constante de ensaio, inicialmente e em sua maior parte ocorrido no Museu Assis Chateaubriand e só concluído na Rodoviária (o cenário real) pouco tempo antes da gravação.   No contato com Joana, fui percebendo os defeitos e acertos de meu processo de preparação, e na base de nossa interação honesta pelas sucessivas discussões, avaliadas e (ratificadas) pelo Diretor, nós fomos fortalecendo os sentimentos próprios de cada personagem, adequando-os às diretrizes do script de Bruno (ao texto dos diálogos e às observações técnicas pessoais), ao ponto de se manifestarem gradualmente em nossas feições, nos nossos gestos e em nossa fala. O desenrolar dos nossos trabalhos era intenso, árduo, porém em permanente alegria, esta alegria que, preservando-se em meio ao peso das exigências até os ensaios finais, ordenou-nos em nossas ações, conduziu-nos ao êxito do desfecho, tornou-se a marca de todo um grupo.

Já na Rodoviária, algumas muitas semanas após os primeiros ensaios no museu, enfrentamos dificuldades, especialmente eu e Joana, pois o sucesso das prévias do Museu não podia garantir a mesma eficácia em um ambiente novo, estranho, justamente o local do grande dia. E por isso, ao me deparar com um ambiente estranho, especialmente no transcorrer dos primeiros ensaios da segunda etapa (Rodoviária), senti-me em relativo desconforto, o que se agravou, pelo menos pra mim, no primeiro ensaio noturno naquele local, quando eu à mercê das simulações de filmagem real causadas pela presença de parte dos equipamentos montados e de quase todos os membros da produção.

O estresse vinha dos imprevistos (interferências de transeuntes sobre o espaço de gravação, falhas naturais em alguns equipamentos, etc.), do nosso nervosismo, das insistências intervencionistas de Danylo sobre minha performance (hehehe, é brincadeira, caro Danylo, eu sabia que tinha de enfrentar aquilo, o que eu me foi de bastante valia; sinto-me grato)  da carga emocional inerente aos ofícios de alta dignidade (como o é o cinema como um todo).

Contudo, à medida que ensaiávamos, ganhávamos confiança, eu e Joana após criarmos análogos mentais na Rodoviária dos objetos e do espaço geral do Museu inserimo-nos novamente numa atmosfera de conforto, similar ao antigo ambiente, e pudemos assim desenvolver melhor o nosso trabalho. O plano inicial de terminar o projeto em um dia foi alterado, acabando por encerrar-se em três dias não-consecutivos, dentro de um espaço de tempo de mais de uma semana, dada a complexidade da execução dos trabalhos, sobretudo no âmbito técnico. Após suor, cigarro e café, e sob as inspirações de Deus pela ajuda liberal de Sua Mãe, Maria Santíssima, concluímos o filme com sucesso.  Sorrisos se apropriavam de nossa face, estávamos tomados por sincera alegria, confraternizávamos enfim como uma verdadeira família. E tudo foi muito bom, inesquecível.”

Nas pessoas de Bruno e Joana, representantes maiores de ‘O Caminho’, transmito o meu agradecimento a todos que fizeram este projeto acontecer.

E vejam a mudança de Diego: Pós-personagem. Mudou bastante ou não?